Você conhece o CAV? Conheca o novo point do vinho brasileiro

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O CAV – que significa comida, arte e vinho surgiu da ideia de criar um espaço intimista com a proposta de oferecer uma gastronomia bem executada, com uma seleção de vinhos nacionais, mas de alta qualidade. A tudo isso junte-se um local muito agradável, um jardim no bairro do Bessa, que vem se destacando também pelos cursos e degustações e que estão deixando os frequentadores surpresos com os vinhos do Brasil.

“Antes de efetuar a seleção dos rótulos, analisamos os vinhos de forma qualitativa, ou seja, compreendemos a complexidade e os detalhes de cada exemplar, para oferecer a cada cliente vinhos de acordo com seus respectivos gostos. Mas, lembrando sempre que a brincadeira dos vinhos é ousar  seu paladar e aumentar sua memória olfativa e gustativa” afirma Henrique Alves, que junto com Fábio Soares e Dárcio Oliveira, é um dos sócios do CAV.

Henrique é sommelier profissional e traz no currículo diversos cursos e experiências em grandes importadoras, como Decanter e Grand Cru. Ele faz  parte da WSET ( Wine Spirit Enthusiat Trust),  maior instituição educadora de vinhos no mundo. Uma escola inglesa que forma profissionais de nível internacional , uma espécie de carta branca para se trabalhar em vinícolas em qualquer lugar. 

Ele ressalta que a produção de vinhos no Brasil não perde em nada em relação a produtores em qualquer lugar no mundo. “A vantagem de outros países produtores é que já observam a natureza e peculiaridades de seus solos e climas nas suas regiões há séculos. Nós aqui, no Brasil, começamos uma produção significativa de vinhos de qualidade a partir da década de 1970, com a chegada de tecnologia da época e de grandes indústrias do setor”. 

O Brasil está entre os vinte maiores produtores do mundo, é o quarto maior em produção na América Latina e os vinhos espumantes já ganharam reputação internacional pela qualidade e são uma alternativa acessível para o champagne

Ele ressalta algumas novidades em relação aos vinhos produzidos no Brasil. “Além de Petrolina e Juazeiro, o Vale do São Francisco, outro destaque fica em Santa Catarina, mais precisamente no planalto de São Joaquim, região mais alta e mais fria do país, na altitude mais ou menos de 1200 metros em relação ao nível do mar. Lá a aclimatação de uvas viníferas, as baixas temperaturas, a amplitude térmica (variação de temperatura entre o dia e a noite) que no inverno fica em torno de 15 graus, solos pedregosos, isentos de matéria orgânica, criam uma condição muito favorável para a qualidade das uvas nesta região. Quem deseja provar vinhos catarinenses, vale  muito a pena conhecer vinhos brancos  feitos de Sauvignon Blanc e Chardonnay, e também tintos de Pinot Noir e Cabernet Sauvignon, são sabores únicos no Brasil”

E continua: “O próprio mapa enológico do Rio Grande do Sul, onde tudo começou, foi enriquecido com a consolidação da Campanha Gaúcha e desenvolvimento da Serra do Sudeste, e também com a inclusão da região dos Campos de Cima da Serra, no extremo norte do Rio Grande do Sul. Não podemos esquecer de regiões como Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo , Três Corações, em Minas Gerais , arredores de Curitiba no Paraná, pequenos produtores no Rio Grande do Norte e aqui, na Paraíba”.

Atualmente o Brasil conta com 23 vinícolas em Pernambuco, 26 em Minas Gerais, 55 em São Paulo, 66 no Paraná, 112 em Santa Catarina e mais 56 produtores espalhados nos demais estados.

O CAV contribui para a divulgação do vinho nacional de qualidade, derrubando mitos de que o vinho nacional não é bom e que vinho é produto para a elite. “Se aqui no Brasil o vinho fosse taxado como alimento, semelhante ao que  acontece com nossos vizinhos no Chile, Argentina e em toda a Europa, sem dúvidas as taxas tributárias interestaduais, cobradas abusivamente, diminuiriam de maneira gritante e aí, sim,  os vinhos seriam mais comercializados e consumidos por um número muito maior de pessoas. Seriam também divulgados em todos os meios de comunicação, da mesma forma que fazem com  as cervejas e outros produtos do setor de bebidas” afirma Henrique.

(Rosa Aguiar)

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