Malhação para o cérebro

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Exercícios mentais e físicos podem ajudar a prevenir ou atenuar sintomas do Alzheimer e Parkinson

Manter o cérebro ativo e desafiar-se com exercícios mentais é um caminho para prevenção e atenuação de sintomas do Alzheimer e Parkinson. Atividades como leitura ou música desafiam os limites das capacidades, assim como novos aprendizados, seja uma nova área de conhecimento, idioma ou linguagem de informática.

A neurologista Maria do Desterro Leiros da Costa, médica cooperada da Unimed João Pessoa, destaca que, como essas patologias são mais prevalentes a partir dos 60 anos, o aumento da expectativa de vida da população também representa um acréscimo na frequência com que ocorrem. “Informação e conscientização são importantes meios de favorecer o diagnóstico precoce”, orienta.

Segundo a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), cerca de 1 milhão de brasileiros sofrem de demência atualmente – a maioria deles têm a doença de Alzheimer. Esse número há 30 anos, era de 500 mil. Daqui a 30 anos, serão 4 milhões. Já de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 mil brasileiros convivem com o Parkinson.

Parkinson e Alzheimer fazem parte de um conjunto de patologias neurodegenerativas para as quais a medicina ainda não descobriu a cura, nem como evitá-las. Apesar disso, existem linhas de pesquisas que permitem afirmar que estes problemas podem ter seu início atrasado, a evolução mais lenta e os sintomas atenuados.

Enquanto o Parkinson está mais ligado à função motora, o Alzheimer traz alterações cognitivas. Para ambos, é necessário desde sempre tomar precauções para evitar ou postergar os sintomas.

Alzheimer — Segundo Maria do Desterro Leiros, o perfil cognitivo da pessoa depende de uma combinação de traços genéticos, mas também do ambiente familiar e social e dos hábitos de vida. “Sendo assim, uma base educacional que contempla diferentes modalidades de estímulos representa uma forma de resistência para o início e o avanço dessas patologias”, explicar. A recomendação é praticar atividades como música, esporte e artes plásticas. Ter uma boa convivência social, lúdica e cultural e vínculos afetivos também é importante.

Parkinson — De acordo com uma publicação da Universidade de Harvard, pessoas que se exercitam regularmente aos 30 e 40 anos de idade, cerca de duas a três décadas antes da doença tipicamente se instalar, podem ter um risco diminuído em 30% de desenvolver o problema. Porém, este benefício só aconteceria, segundo especialistas, para exercícios de alta intensidade. Apesar disso, mais do que prevenir, os exercícios podem ajudar as pessoas com Parkinson a ter autonomia por mais tempo e reduzir a velocidade da progressão dos sintomas.

“O sedentarismo também aumenta a predisposição genética para o desenvolvimento desses problemas. Então, manter uma rotina de exercícios físicos pode ser uma grande aliada contra a perda de neurônios e das suas conexões no cérebro. Outro hábito de vida importante neste tema é o cuidado com um sono de qualidade e reparador” orienta a médica.

Maria do Desterro informa que a nutrição também tem um papel fundamental na base neurobiológica da cognição e aumenta a resistência do sistema nervoso aos processos neurodegenerativos. “Sempre ouvimos falar que uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares são investimentos valiosos para a saúde, só que estes assumiram uma importância primordial a partir das pesquisas com as patologias do Parkinson e o Alzheimer”, informa.

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