Lançado o volume II de Escravidão

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Laurentino Gomes foca no século XVIII, auge do tráfico negreiro

O lançamento mais comentado desta semana é o volume II do livro Escravidão, do jornalista e escritor Laurentino Gomes, com o selo da Globo Livros.O livro “Escravidão – Da corrida do ouro em Minas até a chegada da corte de Dom João ao Brasil” chega as livrarias e portais virtuais de todo o país, e tem seu foco no século XVIII, auge do tráfico negreiro no Atlântico.

“Este volume tem como cenário o Brasil, que se tornaria no século XVIII o maior território escravista do hemisfério ocidental. No espaço de apenas cem anos, mais de dois milhões de homens e mulheres escravizados chegaram aos portos brasileiros. Todas as atividades do Brasil colonial dependiam do sangue e do sofrimento de negros cativos. Entre outros aspectos, procuro descrever a violência e as formas de trabalho no cativeiro, a família escrava, as irmandades e práticas religiosas, o papel das mulheres, as fugas, revoltas e formação de quilombos e outras formas de resistência contra o regime escravista”.

Com mais de 500 páginas e 31 capítulos ilustrados com imagens, mapas e tabelas, o segundo volume de Escravidão segue o estilo do primeiro e de toda a obra histórica de Laurentino, com os livros 1808, sobre a chegada da corte portuguesa no Rio de Janeiro, 1822, sobre a independência do país e 1889, sobre a Proclamação da República. Todos com linguagem de leitura fácil e campeões de vendas.

Para escrever a trilogia sobre a Escravidão o autor realizou mais de seis anos de pesquisas, viagens por doze países em três continentes e estudos sobre a vasta bibliografia já existente sobre o assunto. Especialmente para o volume II, Laurentino Gomes esteve em quilombos nos estados da Paraíba, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo; antigos engenhos de cana-de-açúcar da região Nordeste; terreiros de candomblé no Recôncavo Baiano; as cidades históricas do ciclo do ouro e diamante em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; as fazendas dos barões do café no Vale do Paraíba; e o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, maior entreposto de comércio de escravos no século XIX.

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