José Rufino expõe no Museu da Língua Portuguesa

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Na exposição “Língua Solta”, ele mostra arte com documentos

O Museu da Língua Portuguesa, instalado na histórica Estação da Luz, na capital paulista, foi reaberto. A estrutura sofreu um incêndio de grandes proporções em 21 de dezembro de 2015 e teve que ser completamente reformada. Além do conteúdo das exposições, que foi revisto e ampliado, o prédio conta agora com um novo terraço, com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio, e instalações de reforço de segurança contra incêndio.

No começo do século passado, a Estação da Luz foi porta de entrada, na capital paulista, de imigrantes que chegavam ao Brasil, desembarcando no porto de Santos. A reconstrução manteve os conceitos do projeto de intervenção original do arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, em 2006, mas foi aperfeiçoado Novas instalações, entre as exposições de longa duração, marcam a reabertura do museu. Elas ficam dispostas no segundo e no terceiro andar do prédio.

Entre as novidades está a “Línguas do Mundo”, na qual mastros se espalham pelo hall com áudios em 23 diferentes idiomas. Foram escolhidas línguas, entre as mais de 7 mil existentes, que tenham relação com o Brasil, incluindo expressões originais como quimbundo, quéchua e guarani-mbvá.

Os sotaques e as expressões do português no Brasil ganham espaço na instalação “Falares”. E os “Nós da Língua Portuguesa” mostram os laços e a diversidade cultural entre os países da Comunidade de Países de Lingua Portuguesa (CPLP) O idioma é falado em cinco continentes por 261 milhões de pessoas.

Continuam a ser exibidas, como nos quase 10 anos em que o museu esteve ativo, a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra influências históricas no português falado no Brasil e a “Praça da Língua”, que homenageia a língua falada, escrita e cantada com um espetáculo de som e luz. A praça, uma espécie de planetário, traz poemas interpretados por nomes como Maria Bethânia e Matheus Nachtergaele.

A estreia, na exposição temporária, é com a mostra “Língua Solta”. O artista plástico paraibano José Rufino está expondo a obra “ Quond non conservaretur”, uma monotipia sobre documentos antigos. Nesta mostra são 180 peças que vão desde mantos bordados por Bispo do Rosário até uma projeção de memes do coletivo Saquinho de Lixo, com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos, além de obras de artistas como Mira Schendel, Leonilson, Rosângela Rennó e Jac Leirner.

O museu recebeu, entre março de 2006 e dezembro de 2015, cerca de 4 milhões de visitantes, com mais de 30 exposições temporárias. Foram homenageados escritores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Machado de Assis e Fernando Pessoa. 

Entre as melhorias de prevenção contra incêndio, está a instalação de sprinklers (chuveiros automáticos). De acordo com os gestores do museu, apesar de não ser uma exigência legal, a medida foi sugerida pelo Corpo de Bombeiros e acatada pelos responsáveis.

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma realização da Secretaria Especial da Cultura, ligada ao Ministério do Turismo, e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do governo de São Paulo. A gestão é feita pela organização social ID Brasil Cultura, Educação e Esporte. Foram investidos R$ 85,8 milhões. Desse total, R$ 56,6 milhões foram captados via lei federal de incentivo à cultura. 

Fonte: agênciabrasil.ebc.com.br com redação

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