Dados da fome triplicam no Brasil

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Desemprego e ausência de políticas públicas são os motivos

Basta sair de casa, mesmo de carro, para ver a fome nas ruas. Pessoas e famílias nos semáforos com cartazes, pedindo comida. Desde que começou a pandemia do coronavírus, triplicou no Brasil o número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas apontou que a fome atinge cerca de 27 milhões de brasileiros e este é o pior momento do país nos últimos dez anos.

Entre os motivos apontados pelos pesquisadores estão, basicamente, os altos índices de desemprego e a ausência de políticas públicas que facilitem o acesso a renda. O auxílio emergencial, que não chegou para todos os necessitados e cujo valor não oferece condições de alimentar as pessoas, ainda sofreu interrupções e foi reduzido. A pesquisa mostrou que cidadãos de todos os estados ainda sofrerão com perdas de renda mesmo que a família esteja apta a receber a parcela de R$250. 

Outra pesquisa, da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, finalizada em dezembro do ano passado, mostrou  que mais de 116 milhões de pessoas conviveram com algum grau de insegurança alimentar no período. Entre 2018 e 2020 a alta da fome foi de 27,6% ao ano. Entre 2013 e 2018, esse ritmo não passava de 8%.

Aumentou também o número de famílias nas ruas. Mesmo sem dados concretos é fácil perceber que o perfil do sem teto está mudando. Já se vê crianças e mulheres morando nas ruas. Essas famílias tiveram o seu provedor despedido e não conseguiram mais pagar aluguel, sendo obrigadas a morar nas calçadas e viadutos, e a buscar alimentação doada por alguns programas dos estados e municípios e de ações voluntárias.

Foto: Brasil de Fato

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