Fiocruz pode produzir medicamento contra a Covid

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Vista ampliada do Pavilhão Mourisco, também chamado Castelo da Fiocruz, localizado no campus Manguinhos. Este edifício é um singular exemplar arquitetônico inspirado na arte hispano-muçulmana e sua construção está inserida no contexto do ecletismo do início do século 20. Projetado pelo arquiteto Luiz Moraes Junior, o edifício começou a ser erguido em 1905 e foi concluído em 1918. O prédio foi projetado para abrigar laboratórios, biblioteca e salas de trabalho. Atualmente seus espaços foram reapropriados para uso administrativo e cultural.

Parceria deve acontecer com a americana MSD

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estuda firmar parceria, por meio de cooperação técnica, com a farmacêutica americana MSD (Merck Sharp & Dohme) para produção do medicamento Molnupiravir contra a Covid-19.

Em nota, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) informou que está em “conversas avançadas para definir a melhor forma de acesso à população brasileira”. No entanto, ainda não há previsão de quando o medicamento estará disponível no Sistema Único de Saúde. (SUS).

As tratativas incluem ainda a possibilidade de estudos futuros para utilizar o antiviral no enfrentamento de outras infecções, como a dengue e a chikungunya. De acordo com a Fiocruz, os resultados preliminares da pesquisa demonstraram que o medicamento reduziu em aproximadamente 50% o risco de hospitalização ou morte.

De acordo com a Fiocruz, a instituição já está participando do estudo multicêntrico internacional, de fase 3. Nessa etapa, o objetivo é verificar a eficiência do medicamento para evitar a propagação e transmissão da Covid-19 entre pessoas expostas ao vírus SARS-CoV-2.

Os pesquisadores avaliam a transmissão entre indivíduos que residem com uma pessoa que testou positivo para Covid-19 nas últimas 72 horas e apresenta pelo menos um sintoma associado à doença, além de outros critérios específicos exigidos no protocolo de pesquisa.

As análises ocorrem de forma simultânea em sete centros no Brasil, sendo dois sob responsabilidade da fundação, em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro, sob coordenação dos pesquisadores Júlio Croda e Margareth Dalcolmo.

Em entrevista à CNN, a pneumologista Margareth Dalcolmo afirmou que o tratamento será um ponto de virada no combate à Covid-19, mas ressaltou que nenhum medicamento substituirá a vacina. “Se tiver os resultados esperados, será o verdadeiro tratamento precoce. É um tratamento profilático para impedir que a pessoa adoeça. O medicamento não substitui a vacinação. Será no futuro um complemento à vacina”, disse a pesquisadora.

Sobre reduzir em aproximadamente 50% o risco de hospitalização ou óbitos, conforme o objetivo primário, o estudo mostrou que no 29º dia, nenhuma morte foi relatada em pacientes que receberam o antiviral, em comparação com oito mortes em pacientes que receberam placebo, uma substância sem qualquer efeito para o organismo.

Com base nos dados de sequenciamento viral disponíveis, o medicamento demonstrou eficácia consistente diante das variantes virais Gama, Delta e Mu, em aproximadamente 40% dos participantes. (Fonte:CNN)

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