Entrevista: Fernando Moura, presidente da Fundação Casa de José Américo

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“ É privilégio a cidade ter uma casa daquele porte com seus anexos, que é um complexo cultural muito relevante, com uma documentação que é um tesouro, com mais de 600 mil documentos.” Ele fala sobre a reabertura e sobre as futuras atividades.

. A Fundação Casa de José Américo aproveitou a pandemia e implantou a acessibilidade. Como está agora?

– Concluímos o programa de acessibilidade, sim. Aproveitamos a pandemia e implantamos um elevador, novas rampas, rampa de acesso para cadeirante. A  Fundação hoje  pode dizer que é modelo nesse aspecto, e isso vai facilitar até para a possibilidade de prospectar recursos para investimentos em novas áreas. Isso foi fundamental para partilhar o conhecimento com todos, porque se você tem uma parte da população que não tem acesso, você está cometendo um erro, e a fundação concluiu isso e agora todos podem, seguindo o protocolo, visitar nosso museu e seus anexos. Esse tipo de ajustamento é muito necessário em todas as instituições, algumas já começaram, outras concluíram. Estamos muito felizes com a conclusão e agora todas as pessoas podem ter acesso ao museu, ao seu entorno, ao pomar, que também é um ambiente museológico. Inclusive vamos colocar placas indicativas com QR Code sobre a história do pomar, que tem tudo a ver com a casa e com seu dono. Tem o arquivo dos governadores, a biblioteca.

. É muito importante o retorno do público e a interação com o bairro…

– Os serviços estão voltando, não paramos,  mas alguns pesquisadores atuaram de forma remota na pandemia. Agora estamos voltando e com a interação com o público, que é muito importante. A partir de agora estamos tentando reestabelecer essa conexão. É um privilégio a cidade ter uma casa daquele porte com seus anexos, que é um complexo cultural muito relevante, com uma documentação que é um tesouro, com mais de 600 mil documentos. De José Américo e de vários nomes. É a casa de um escritor de renome nacional que construiu a casa numa época que não tinha nada ali. Ele foi percussor, vanguardista, e ajudou a construir o bairro, e a casa foi fundamental. É também um ponto turístico, mas a cidade tem que incorporar essa ideia, tem que ter essa sensação de pertencimento. E estamos dialogando com o nosso entorno. Nenhum ambiente museológico deu certo sem dialogar com o seu entorno. Vamos colocar um café para que nos dias do cineclube as pessoas possam ficar lá, e o espaço seja de convivência, acessível. Precisamos voltar a ter convivência com as pessoas, aos poucos e com todos os protocolos, claro.

Quais as atividades programadas?

– A Fundação Casa de José Américo é espaço histórico, onde você tem a sensação de estar passeando no tempo, e que também é base para um futuro. Estaremos com um braço do Agosto das Letras, promoção da Funesc, que vai ter lá envolvendo José Lins do Rego, Zé Américo e vamos fazer uma homenagem também ao escritor e jornalista Walter Galvão.A gente tá recebendo alguns acervos e já temos o de Galvão, recebemos o acervo de Wills Leal, Deusdeth Leitão, Hélio Zenaide, Severino Ramos e provavelmente de Martinho Moreira Franco. São acervos importantes e estamos fazendo o inventário. É a cultura da Paraíba que está um pouco lá.

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