Ele coleciona cachaças: são mais de 1.700 rótulos de todo o país

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Para Edilson Diniz colecionar cachaça, além de ser divertido e prazeroso,
tem sua importância histórica e cultural

O colecionador é alguém que gosta tanto de um determinado ítem que deseja ter todas as unidades disso para ele. É uma paixão que leva pessoas a juntarem milhares de objetos em suas coleções. As mais populares são as de selos, moedas, cédulas e camisas de times de futebol. Mas há quem tenha coleções bem estranhas, como placas de Não Pertube, coçador de costas e sacos de avião para enjoo.   

O paraibano Edilson Diniz é colecionador de cachaças, com mais de 1.700 rótulos de todo o país. São 20 estados representados, 285 cidades e 452 produtores. E todo dia a coleção aumenta. Entre as raridades que se orgulha de ter estão a Havana, garrafa comemorativa dos setenta e cinco anos, lote de apenas mil garrafas e bastante valorizada, em torno de quatro mil reais. A cachaça da Seleta, de Minas, lançou um rótulo com a logomarca do Flamengo, também paixão do colecionador. Ele tem até um rótulo próprio, feito em homenagem ao pai, a Reserva do Tercino.

Tudo começou em 2010, quando ele ganhou de presente de um colega contemporâneo do curso de Agronomia, a cachaça Brejo dos Bois, da cidade de Junqueiro, em Alagoas. A partir daí, não parou mais. “Com a  minha aposentadoria, em março de 2018, tive a ideia de homenagear meu pai com a criação da Adega do Tercino, onde nossa coleção foi apresentada”. 

A Adega do Tercino já se transformou em ponto turístico no município de Areia, no brejo paraibano. As pessoas querem ver a coleção de cachaças, organizadas em vitrines. A Adega foi inspirada na mercearia do pai, Tercino, que depois se transformou num bar onde atendia a freguesia de forma diferenciada. “Através do seu trabalho meu pai educou os cinco filhos, todos formados. E sempre dizia: estude para não ser dono de bar”. 

Para Edilson colecionar cachaça, além de ser divertido e prazeroso, tem sua importância histórica e cultural. A cachaça está presente na nossa cultura, na arte, na geografia, e na aquisição de conhecimentos e amizades. Cada garrafa tem uma história, um produtor, vem junto com informações sobre o engenho, as características do lugar e como adquiriu o produto. “Se falarmos de todas as cachaças que tenho seria uma conversa de muitos dias”, afirma Edilson. 

 A Adega do Tercino funciona como bar e local para eventos de pequeno porte,  e tem o Clube da Cachaça, para os fregueses assíduos. Areia possui onze engenhos produtores legalizados.  O local também oferece outras bebidas mas o foco é mesmo nas cachaças , com grande variedade para degustação tanto pura quanto em coquetéis. “Da coleção nunca foi aberta uma garrafa” afirma Edilson, com orgulho. A Adega do Tercino tem barris de madeiras, entre elas Umburana, Carvalho, Jequitibá Rosa e Bálsamo – para o cliente conhecer as cachaças armazenadas e envelhecidas. 

A Adega foi reaberta recentemente e está funcionando nas sextas-feiras, a partir das 18h, e nos sábados, a partir das 11h, com agendamento para grupos. O local tem capacidade para receber até trinta pessoas mantendo o distanciamento necessário.

Serviço:

Adega do Tercino

Rua Prof. Xavier Júnior, 134 – Areia, PB

Contato 83 98797- 1957 

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