Cuidado com Chikungunya e dengue nestes meses de inverno

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Infectologista alerta sobre medidas para prevenir a reprodução do Aedes Aegypti e do Aedes Albopictus

Nos meses de junho, julho e agosto são registrados os mais intensos períodos de chuva em João Pessoa. Consequentemente, há o aumento dos casos de doenças virais transmitidas por mosquitos como o Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, responsáveis pelas infecções da dengue, Zika e Chikungunya.

A infectologista Ana Isabel Vieira Fernandes, médica cooperada da Unimed João Pessoa, alerta sobre a importância de adotar alguns cuidados para evitar ambientes propícios à reprodução dos mosquitos e, consequentemente, a transmissão da Chikungunya. “Não há vacina ou remédio específico. A prevenção eficaz é feita combatendo as larvas dos mosquitos e suas formas adultas com medidas de vigilância, eliminando os focos em casa ou em terrenos e imóveis fechados”, orienta. De acordo com a médica, também há os cuidados individuais com uso de roupas compridas em áreas com grande densidade do mosquito e uso de repelentes.

A doença viral afeta todo o corpo e pode causar alterações no fígado, complicações cardíacas, renais e neurológicas, na fase aguda. Os idosos e quem já possui doenças crônicas, como diabetes e hipertensão são mais suscetíveis a evoluir para um quadro grave.  “Os sintomas iniciais da Chikungunya são febre alta e calafrios, dores no corpo e, em particular, nas articulações. Dor de cabeça e olhos, manchas no corpo e muita fadiga também são sintomas importantes”, explica. “A complicação mais frequente é o comprometimento osteoarticular, que pode provocar limitações aos pacientes”, informa.

Diagnóstico e tratamento – A forma mais efetiva de obter um diagnóstico, além dos exames clínicos, é por meio da realização de uma sorologia após o sétimo dia de sintomas. Segundo a especialista, é comum as pessoas confundirem os sintomas da Chikungunya com os da dengue e Zika, que são transmitidos por meio da picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, mas são responsáveis por sintomas diferentes. “As três viroses podem causas manchas na pele, mas a dengue se destaca pela possibilidade de sangramentos e pressão baixa. Já a zika pode causar inchaço nas articulações das mãos e manifestações neurológicas. A Chikungunya se destaca das demais pela intensa agressão nas articulações, causando dores, inchaço e vermelhidão”, detalha Ana Isabel.

A infecção inicialmente deve ser tratada com hidratação. Para as dores nas articulações, a recomendação é o uso de analgésicos, que devem ser orientados pelo médico de acordo com a intensidade da dor, além de repouso, hidratação constante e compressas frias nas articulações.

Ana Isabel Vieira ressalta que é preciso cuidado na hora de diagnosticar qualquer infecção, principalmente na pandemia. “Podem surgir alguns sintomas que também acontecem com a transmissão da covid-19, mas que diferem na presença de sintomas respiratórios, como coriza, tosse, perda de olfato e congestão nasal, que são frequentes na covid-19”, alerta.

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