Category: Mundo

  • Na França: Supermercados são obrigados a doar alimentos

    Na França: Supermercados são obrigados a doar alimentos

    Você acha uma boa ideia para o Brasil?

    Você sabia que na França os supermercados são obrigados a doar os alimentos que estão em boas condições, mas que iriam para o lixo? A lei já tem dez anos e está sempre sendo atualizada. Em 2016 uma lei obrigou supermercados com mais de 400 metros quadrados a doar alimentos próprios para consumo, aumentando em até 15 por cento as doações e gerando cerca de 10 milhões de refeições adicionais por ano, provocando impacto social e ambiental.

    E o país passou a ser referência mundial no combate ao desperdício de alimentos. Foi uma legislação considerada pioneira ao transformar em obrigação aquilo que antes era apenas uma escolha das redes varejistas.

    A regra é clara: supermercados com área superior a 400 metros quadrados precisam doar produtos não vendidos, mas ainda adequados para consumo.

    O que antes acabava no lixo agora segue para instituições de caridade. A mudança alterou a dinâmica do setor e criou uma nova rede de solidariedade que conecta empresas, organizações sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade. Um dos principais efeitos da medida foi a diminuição do volume de resíduos enviados para aterros sanitários.

    Menos alimentos descartados significam menos decomposição orgânica e menor emissão de poluentes.

    A política passou a atuar em duas frentes ao mesmo tempo: segurança alimentar e sustentabilidade ambiental.

    O resultado chama atenção por unir impacto social e ecológico em uma única estratégia, algo que muitos países ainda tentam estruturar.

    A redução do desperdício também contribui para o uso mais eficiente de recursos naturais envolvidos na produção de alimentos, como água, energia e solo. O sucesso da legislação francesa ultrapassou fronteiras. Embora outras nações europeias ainda não tenham adotado leis idênticas, a redistribuição de alimentos desperdiçados vem ganhando apoio crescente em debates sobre sustentabilidade e segurança alimentar.Fonte: clickpetroleoegas

  • Chefe de segurança do Irã promete “apunhalar” os EUA no coração

    Chefe de segurança do Irã promete “apunhalar” os EUA no coração

    Ali Larijani prometeu novas retaliações contra os EUA e Israel

    Uma das figuras mais poderosas do Irã jurou “apunhalar” os Estados Unidos no coração, após os ataques que mataram o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei. “Os americanos apunhalaram o povo iraniano no coração e nós os apunhalaremos no coração”, disse Ali Larijani, Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Ele prometeu novas retaliações contra os EUA e Israel, afirmando que “a reação de nossas forças armadas será muito mais forte”.

    “Eles precisam saber que não podem simplesmente atacar e fugir”, disse ele.

    Larijani é uma das principais figuras de tomada de decisão no Irã e foi um conselheiro fundamental de Khamenei.

    Ele afirmou que uma estrutura de liderança temporária, composta pelo presidente e pelo chefe do judiciário, seria implementada em breve.

    Larijani afirmou que o Irã garantiu aos líderes da região que não busca guerra com eles, mas que continuará a atacar bases americanas em países do Oriente Médio.

    “É preciso deixar claro de uma vez por todas que os americanos não podem intimidar a nação iraniana”, disse ele.

    O que está acontecendo?

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, , prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

    Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

    Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

    E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.

    Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Fonte: Todd Symons, da CNN

  • Cuba pode entrar em colapso com sanções dos EUA

    Cuba pode entrar em colapso com sanções dos EUA

    Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana e suspendeu envio  de petróleo venezuelano para a ilha

    Cuba pode entrar em colapso com sanções dos EUA

    Quase não há medicamentos na ilha, não há como hospitais funcionarem, comida escassa, e o que se vê é um país destruído. Na imprensa mundial notícias afirmam que a ilha entrará num colapso com a morte de inúmeros cidadãos.

    O ministro da Saúde de Cuba disse que o sistema de saúde do país está à beira do colapso devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) ao fornecimento de petróleo à ilha.

    Numa entrevista à agência de notícias Associated Press, José Ángel Portal Miranda alertou que as sanções dos EUA já não prejudicam apenas a economia de Cuba, mas também ameaçam a “segurança humana básica”. E completou:  “Esta situação pode colocar vidas em risco”.

    Os serviços de cardiologia, ortopedia, oncologia e tratamento de doentes em estado crítico que necessitam de energia elétrica de reserva estão entre as áreas mais impactadas.

    Os tratamentos para doenças renais e os serviços de ambulância de emergência também foram adicionados à lista de serviços afetados, acrescentou Portal.

    São cinco milhões de pessoas em Cuba com doenças crônicas poderão enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil doentes oncológicos e quimioterapia para outros 12.400.

    O Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana após suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura do líder Nicolás Maduro, no início de janeiro.

    O sistema de saúde de Cuba segue um modelo universal e gratuito, oferecendo clínicas locais em quase todos os quarteirões e medicamentos subsidiados pelo Estado. Mas entrou em estado de crise nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia de covid-19.

    As autoridades cubanas impuseram restrições a tecnologias que dependem mais de energia, como as tomografias computorizadas e os exames laboratoriais, obrigando os médicos a recorrer a métodos mais básicos para tratar os doentes.

    “Estamos perante um cerco energético com implicações diretas para a vida dos cubanos, para a vida das famílias cubanas”, disse o ministro.

    A ilha está perante uma crise humanitária, uma vez que se registam faltas generalizadas de alimentos e a falta de energia elétrica está a afetar o funcionamento dos hospitais. Fonte: Associated Press Expresso Agência Lusa

  • Intercâmbio internacional de 2 semanas cresce entre brasileiros

    Intercâmbio internacional de 2 semanas cresce entre brasileiros

    Programas de curta duração oferecem  imersão cultura e  aprendizado do idioma

    Os programas de intercâmbio de curta duração, especialmente os de duas semanas, têm ganhado cada vez mais espaço entre os brasileiros que desejam viver uma experiência internacional sem precisar se afastar por longos períodos da rotina profissional ou acadêmica. O movimento reflete uma mudança clara no perfil do intercambista, que hoje prioriza opções mais flexíveis, acessíveis financeiramente e alinhadas ao ritmo de vida atual.
     

    De acordo com a Pesquisa Selo Belta 2025, o interesse por experiências internacionais segue em crescimento, impulsionado por formatos que permitem vivenciar o exterior de forma prática e objetiva. Embora os programas intermediários, de dois a três meses, tenham registrado avanço expressivo, os intercâmbios mais curtos continuam sendo uma importante porta de entrada, especialmente para quem nunca viajou para fora do país ou deseja testar a experiência antes de investir em períodos mais longos.

    Para Alexandre Argenta, presidente da Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio), essa procura revela um comportamento mais estratégico. “O intercambista quer aproveitar a vivência internacional, mas sem comprometer totalmente sua vida profissional ou acadêmica. Programas de curta duração, como os de duas semanas, oferecem contato com o idioma, com a cultura local e com a rotina do país escolhido, de forma viável e segura”, explica.

    Segundo Esther Pinheiro, especialista em intercâmbios da Atlas Language School, o formato é ideal para quem busca uma primeira experiência no exterior. “Duas semanas são suficientes para sair da zona de conforto, vivenciar outra cultura e ter contato direto com o idioma, mas sem o impacto emocional e financeiro que um intercâmbio longo pode gerar. Para quem nunca viajou, é uma experiência mais tranquila e segura, que traz confiança para futuras decisões”, destaca.
     

    Além da imersão cultural e do contato inicial com o idioma, o intercâmbio curto contribui para o desenvolvimento pessoal, estimulando autonomia, adaptação e novas perspectivas. Muitos participantes relatam que a experiência funciona como um divisor de águas, seja para a carreira, seja para escolhas acadêmicas futuras.
     

    Destinos como Malta e Irlanda estão entre os mais procurados para esse tipo de programa, por reunirem escolas de idiomas reconhecidas, ambiente multicultural e facilidade de adaptação para brasileiros. A combinação entre qualidade de ensino, acolhimento e custo-benefício torna esses países especialmente atrativos para quem dispõe de pouco tempo, mas não abre mão de uma vivência internacional completa.

    Os dados da Pesquisa Selo Belta 2025 reforçam que o intercâmbio deixou de ser visto como uma experiência restrita a jovens em período escolar ou universitário. Cada vez mais adultos e profissionais buscam programas internacionais que caibam na agenda e no orçamento, sem abrir mão do aprendizado e da troca cultural.

    Com isso, o intercâmbio de duas semanas se consolida como uma alternativa prática e eficiente para quem deseja viver o exterior de forma planejada, acessível e transformadora, provando que, mesmo em pouco tempo, é possível ampliar horizontes e construir experiências que fazem diferença para a vida pessoal e profissional.

    Sobre a Belta

    Criada há mais de 30 anos, a Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio — visa promover a educação internacional no país. Como única associação das Agências de Intercâmbio do Brasil que oferece programas para todo o mundo e sem fins lucrativos, tem como foco certificar com o Selo Belta agências confiáveis no setor, por meio de um processo cuidadoso de análise financeira, técnica e idoneidade das agências. Atualmente, as agências especializadas Selo Belta representam mais da metade do mercado de educação internacional no Brasil, tendo cerca de 300 pontos de venda em todo o Brasil, mais de 50 associadas colaboradoras que são associações internacionais de instituições de ensino de idiomas, universidades e redes de escolas internacionais, assim como prestadores de serviços afins ao segmento. A qualidade dessas empresas é atestada pelo Selo Belta, oferecendo credibilidade no Brasil e no exterior. A Belta tem prêmios acumulados ao longo desses anos, entre eles, o prêmio internacional STM Awards, considerado o Oscar do segmento de intercâmbio. Foi a primeira associação de agências de intercâmbio que, após receber 5 vezes essa premiação, alcançou o hall da fama. Conheça mais, aqui!

  • Latam Avião Solidário transporta animais e vacinas

    Latam Avião Solidário transporta animais e vacinas

    Um macaco aranha e um sauim viajaram gratuitamente e acolhidos para reabilitação em centros especiais

    A Latam já transportou, através do Programa Avião Solidário,  cerca de 868 toneladas de carga de apoio humanitário, 4,6 mil animais em ações de conservação e 282 milhões de vacinas contra a Covid19. Em 2025 o programa transportou 48 toneladas de doações e 835 voluntários.

    O programa mantém parceria com organizações como Amigos do Bem, Movimento União BR, Gastromotiva, Por1Sorriso, Instituto Rodrigo Mendes, Amazone-se, SOS Mata Atlântica, AZAB, Alto Arapiuns, ASBRAD, Agência ABC e Instituto Comida e Cultura.

    Dois primatas resgatados na Amazônia cruzaram o país em uma ação conjunta de conservação da fauna silvestre e agora iniciam uma nova etapa de vida. Com o apoio do Avião Solidário da LATAM, um sauim-de-coleira, espécie criticamente ameaçada de extinção, foi transportado gratuitamente de Manaus para o Rio de Janeiro, enquanto uma fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha seguiu para Minas Gerais. A operação contou com a coordenação do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Amazonas (Cetas-AM), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
     

    O transporte aéreo foi essencial para garantir o bem-estar dos primatas durante o deslocamento. Por meio do Avião Solidário da LATAM, o tempo de viagem entre Manaus, Rio de Janeiro e Minas Gerais foi significativamente reduzido, evitando trajetos terrestres que poderiam durar quase três dias de deslocamento contínuo – e minimizando o estresse dos animais.

    O sauim-de-coleira, espécie endêmica da região de Manaus e uma das espécies de primatas mais ameaçadas do mundo, desembarcou no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (30/1) e passou a integrar o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), instituição também vinculada ao Plano de Ação Nacional (PAN). Encontrado abandonado e ferido em uma área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Resgatado em junho de 2025, foi encaminhado ao Cetas-AM, onde recebeu cuidados veterinários. Após o período de recuperação, foi considerado apto a iniciar uma nova fase da vida, contribuindo para a conservação da espécie.

     O programa Avião Solidário da LATAM também viabilizou o transporte de uma fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha, espécie amazônica que, embora não esteja ameaçada de extinção, consta na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites). O animal desembarcou em Minas Gerais na quinta-feira (29/1), após ter sido resgatado em maio de 2025 e encaminhado ao Cetas-AM. Mantida em cativeiro doméstico como animal de estimação, agora, passa a viver no Santuário Onça Pintada, criadouro conservacionista localizado no estado.

    Sempre que viável, após análises de biólogos e veterinários, os animais descendentes dessas espécies são preparados para futura reintrodução à natureza, contribuindo para a preservação da fauna brasileira. Ambos os indivíduos no momento podem contribuir com a conservação ex situ da espécie.

  • Boticário anuncia Kaká como nome global de Malbec

    Boticário anuncia Kaká como nome global de Malbec

    Ele foi o escolhido para projetar internacionalmente a marca de perfumaria masculina

    O Boticário anuncia o jogador Kaká como o novo embaixador global do perfume Malbec. Em um ano importante para o futebol mundial, em que o tema domina as conversas, esta parceria representa um movimento estratégico para a marca que reforça o posicionamento premium e expande sua presença internacional, associando-se a Kaká, um dos maiores nomes do esporte mundial, cuja trajetória de sucesso transcende os campos.

    O perfume Malbec é comercializado em 4 continentes, incluindo Portugal, Colômbia, Emirados Árabes e Estados Unidos. Nesses mercados, a marca possui uma forte presença, assim como o jogador que teve sua carreira consolidada e reconhecida globalmente.

    Com uma história marcada por vitórias, prêmios e títulos que o consagraram como uma lenda do esporte, o novo embaixador de Malbec vem aportar como a personificação do homem da marca. “Malbec é uma marca lendária e a preferida na perfumaria brasileira, com mais de 20 anos de história, construída sobre os pilares da conquista, elegância, intensidade e legado. Para a nova era de Malbec, buscamos um embaixador que representasse perfeitamente esse legado de conquistas dentro do território do futebol para conectar a marca ao momento cultural do esporte” afirma Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação do Boticário

     “Sempre vi Malbec como uma fragrância que carrega personalidade e confiança. Fazer parte desse novo momento, em uma campanha com alcance internacional, é como voltar a representar o nosso país, mas agora de um jeito diferente”, comenta Kaká.

    O anúncio de Malbec com Kaká integra um plano de comunicação que inclui uma super produção que engloba um filme cinematográfico, evento e forte presença nas redes sociais para o lançamento da fragrância Malbec Black Legend.

  • O que significa o tratado econômico entre o Mercosul e a União Européia?

    O que significa o tratado econômico entre o Mercosul e a União Européia?

    Exportações brasileiras devem aumentar e novos produtos entram no país

    Os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, da Argentina, Javier Milei, do Uruguai, Yamandú Orsi, da Bolívia, Rodrigo Paz, do Panamá, José Raul Mulino, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, a presidente da Comissão Européia, Ursula von Der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa participaram do ato de assinatura do tratado econômico de livre mercado entre os países do Mercosul e a União Européia, depois de mais de vinte anos de tentativas.

    Na prática, o objetivo é abrir portas aos negócios entre as partes, seguindo regras de origem, compras governamentais, comércio de serviços, barreiras técnicas, defesa comercial, entre outros, mas facilitando o processo.

    92% dos produtos do Mercosul e 91% dos produtos da União Européia ficarão livres de taxação.

    Alguns analistas viram como positivo para países como a Alemanha, cuja indústria não consegue competir com a China e os Estados Unidos e terá um grande mercado. O setor brasileiro que deve ser bastante beneficiado com a assinatura de livre comércio com a União Européia, formada por 27 países, entre eles França, Alemanha, Espanha, Portugal, Polônia, Suécia, Grécia, Irlanda, é o agro.

    Os produtores rurais da França fizeram protesto nas ruas contra o acordo e temem a entrada de produtos brasileiros.

    Durante a assinatura do tratado Mercosul e União Européia, no Paraguai, o presidente, Santiago Peña destacou a dedicação do presidente Lula ao tema: “ Sem ele, não teria acordo”, disse.

    Ursula von der Leyen destacou que se “busca um comércio justo no lugar de tarifas”. O presidente Lula não pode comparecer ao Paraguai. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria , Comércio e Serviços brasileiro emitiu uma nota afirmando que “Para o Mercosul implica o acesso preferencial a União Européia, a terceira economia global, um mercado de 450 milhões de pessoas e cerca de 15% do PIB mundial.

    Produtos europeus devem ter redução de preços, entre eles vinhos, azeites, queijos. Automóveis também, seguindo um programa de diminuição de taxas. Novos produtos antes não encontrados nas prateleiras do Brasil também devem aparecer.

    Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex, o acordo cria uma rede de comércio avaliada em US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões), com potencial de ampliar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões (R$ 37,7 bilhões) adicionais.

  • Suécia: O Shopping ReTuna só vende itens usados

    Suécia: O Shopping ReTuna só vende itens usados

    Local  se transformou em ponto turístico e de consumo circular

    Um shopping center inteiro vendendo itens usados. Sim, ele existe e funciona na Suécia, na cidade de Eskilstuna. O shopping  ReTuna nem de longe lembra uma loja de objetos velhos. É bonito, com vitrines atrativas que vendem roupas, móveis, decoração, tudo em ambientes agradáveis, possui um café com lanches orgânicos, espaço que abriga cursos de design com foco em reaproveitamento, oficinas, tudo pensado para o consumo circular e o não ao desperdício.

    O ReTuna é uma experiência para quebrar o estigma do consumo de segunda mão e mostra que sustentabilidade pode, sim, ser sinônimo de estilo e beleza. O shopping atrai visitantes de todo o mundo e ajuda a popularizar a ideia de reaproveitamento e consumo em escala.  

    Cada vez mais cresce a população que dá uma segunda chance aos objetos. Há pessoas que gostam de garimpar roupas se segunda mão, tanto vintages quanto atuais. Há muitas pessoas que garimpam livros antigos, objetos de decoração de épocas específicas, discos de vinil, tanto por necessidade quanto por estilo de consumo consciente.  

    O shopping ReTuna foi inaugurado em 2015 e foi o primeiro no mundo a trabalhar com usados. Foi criado e é administrado pela Prefeitura da cidade que percebeu uma oportunidade de unir consumo circular, comércio, geração de empregos e educação ambiental.

    Moradores doam objetos como móveis, roupas, brinquedos, eletrodomésticos ou artigos de decoração que seriam descartados. Uma primeira triagem seleciona o que ainda tem potencial de uso, e em seguida, as lojas decidem o que querem reparar, restaurar ou reinventar para colocar novamente à venda. Cada lojista fica com a receita de suas vendas para cobrir os custos de operação, reformas e salários, enquanto a prefeitura oferece a infraestrutura e cobra aluguéis subsidiados.

    No Canadá, em Edmonton, também há um shopping de usados. Lá a Prefeitura mantém o Reuse Center. Moradores ou empresas doam itens reutilizáveis que ficam disponíveis para outros, sem serem vendidos. Outro modelo mas com o mesmo objetivo: diminuir o impacto do consumo no nosso planeta. (Texto: Rosa Aguiar Fonte: site aeconomia.com foto: LinaOstling)

  • Angola investe para se tornar Centro Global de Transporte

    Angola investe para se tornar Centro Global de Transporte

    E vai inaugurar Centro Nacional de Monitoramento e Gestão de Informações de Passageiros

    As autoridades de fronteira em todo o mundo estão sob crescente pressão para gerenciar o aumento do número de passageiros e, ao mesmo tempo, reforçar a segurança. Para enfrentar esse desafio, Angola adotou uma abordagem proativa com a implantação do Advance Passenger Information and Passenger Name Record Gateway (API PNR Gateway), da SITA, no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, com o apoio dos serviços de consultoria da Passenger Information Unit (PIU), também da SITA.

    Isto irá reforçar as estruturas operacionais e de governança de dados de Angola, garantindo que esses sistemas proporcionem valor a longo prazo. A iniciativa é complementada por um novo Centro de Monitoramento e Gestão de Informações de Passageiros em Luanda, criando uma base para uma tomada de decisões mais rápida e para melhores resultados em termos de segurança.
     

    O novo sistema permite que as companhias aéreas enviem dois tipos de dados dos passageiros às autoridades antes da partida: Informações Antecipadas sobre Passageiros (API), que incluem detalhes do passaporte e identidade, e Registro de Nome do Passageiro (PNR), que contém o itinerário e as informações de reserva. Reunir essas informações em um único local dá às autoridades uma visão antecipada e mais precisa de quem está viajando para o país e, com a orientação da SITA, ajuda a estabelecer os processos e estruturas analíticas necessárias para transformar esses dados em tomadas de decisão mais rápidas e informadas.
     

    Ao combinar dados API e PNR, o sistema ajuda a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) a identificar irregularidades, detectar padrões de viagem suspeitos e impedir que viajantes não autorizados embarquem em voos com destino a Angola. Ele também apoia a conformidade com os requisitos internacionais estabelecidos pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e pela União Europeia.
     

    Secretário de Estado da Aviação Civil, dos Setores Marítimo e Portuário de Angola, Rui Carreiraafirmou que “a inauguração do Centro Nacional de Comando e Controle marca um momento histórico para o país. Este investimento estratégico reforça a segurança das nossas fronteiras e consolida a posição de Angola como um centro de transporte internacional moderno e competitivo”.
     

    A presidente da ANAC de Angola, Amélia Kuvínguaacrescentou: “O sistema nos permite agir de forma preventiva e coordenada, gerir os fluxos migratórios de forma mais eficaz e reforçar a nossa preparação contra o crime transnacional. Com o apoio especializado da SITA, Angola dispõe agora de capacidades robustas para operar estes sistemas com confiança e eficiência.”
     

    A implementação faz parte do programa nacional API PNR de Angola, que também inclui a criação de um novo Centro de Monitoramento e Gestão de Informações sobre Passageiros em Luanda. Este centro servirá como plataforma central para as operações fronteiriças do país, reunindo várias estações de trabalho onde especialistas podem monitorar e analisar dados API e PNR em tempo real. Ao visualizar as informações de forma integrada, as equipes podem coordenar respostas mais rápidas a potenciais riscos ou incidentes.
     

    Localizado ao lado do Centro de Monitoramento e Gestão de Informações sobre Passageiros, encontra-se um centro de dados dedicado com elevada capacidade de processamento e armazenamento. A proximidade entre as instalações garante uma comunicação segura e ininterrupta entre os sistemas e permite uma análise rápida de grandes volumes de informação. O centro foi inaugurado em 11 de dezembro de 2025, representando um marco importante para os esforços de modernização das fronteiras de Angola.
     

    “Os governos de toda a África estão acelerando a digitalização para acompanhar o aumento da demanda por viagens, e Angola está tomando medidas claras para liderar esse processo”, disse Pedro Alves, vice-presidente sênior de Fronteiras da SITA. “Angola está mostrando como as autoridades de fronteira podem liderar o caminho para um futuro mais digital e conectado. Quando os países combinam as capacidades de Informação Antecipada sobre Passageiros e Registo de Nomes de Passageiros com um Centro Nacional de Monitoramento e Gestão de Informações sobre Passageiros, criam um modelo operacional do qual outros no setor podem aprender. Reduz os riscos para as companhias aéreas e autoridades, melhora a previsibilidade na fronteira e apoia o tipo de experiência sem interrupções que os passageiros agora esperam. Esta é a direção para a qual o setor global de viagens está caminhando, e Angola está estabelecendo as bases digitais certas para fazer parte desse futuro.”
     

    Esses investimentos contribuem para a ambição mais ampla de Angola de se tornar um importante centro global de transporte. O novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto tem capacidade para receber até 15 milhões de passageiros por ano e está ligado a uma extensa infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, reforçando a conectividade nacional e regional. A isenção de visto para cidadãos de 98 países, incluindo 14 da África, também está atraindo mais visitantes, enquanto plataformas internacionais como a CNN Travel têm destacado as paisagens e o patrimônio cultural de Angola.
     

    Ao adotar o API PNR Gateway da SITA e investir em seu Centro Nacional de Monitoramento e Gerenciamento de Informações de Passageiros, Angola está implementando a infraestrutura digital de fronteira necessária para apoiar viagens seguras, o desenvolvimento econômico e sua visão de se tornar um centro de transporte conectado globalmente.
     
     

  • Austrália proíbe redes sociais para menores de 16 anos

    Austrália proíbe redes sociais para menores de 16 anos

    Plataformas serão multadas e devem checar idade com rigor

    A Austrália foi o primeiro país a proibir o uso de redes sociais para crianças e adolescentes menores de 16 anos. A lei entrou em vigor no último dia 10 de dezembro, a abrange contas bas plataformas Youtube, Reddit, Snapchat, Facebook, Instagram, TikTok, além de algumas plataformas de streaming.

    Segundo a imprensa internacional o governo australiano afirmou que esta é uma resposta a “epidemia de riscos digitais” que crianças e adolescentes estavam enfrentando. O objetivo é reduzir danos psicológicos, impedir a exposição a conteúdo nocivo, cyberbulling e aliciamento de crianças e adolescentes online.

    A nova lei determina que a responsabilidade pelo acesso é das empresas e não recai sobre os pais dos jovens. As multas podem chegar a cerca de R$170 milhões no caso de violações repetidas.

    Os que apoiam a nova lei na Austrália lembram ainda que a exposição das crianças e adolescentes nas redes sociais antes da formação completa do indivíduo poderá interferir no comportamento desses indivíduos no futuro.

    As autoridades australianas reconhecem que nenhum sistema de verificação  de idade é infalível, mas ressalta que as plataformas tem que impedir o acesso a menores de 16 anos com tecnologias de verificação de idade, checagem de documentos, reconhecimento facial e de dados

    Representantes das empresas alegram que anova lei australiana é contra a liberdade individual. Diversos estudos serão feitos para analisar os resultados com a proibição. Se o não uso das redes sociais por crianças e adolescentes na Austrália for considerado benéfico, poderá ser adotado em diversos países pelo mundo.