Category: Blog de viagem

  • Óbidos: a vila medieval apaixonante, pertinho de Lisboa

    Óbidos: a vila medieval apaixonante, pertinho de Lisboa

    História, tradição e identidade marcam a cidade  

    As vilas medievais de Portugal são apaixonantes e dá pra visitar sem grande esforço. Uma delas é Óbidos, há apenas 88 quilômetros de Lisboa, no distrito de Leiria. Coladinha em Caldas da Rainha, dá pra pegar o ônibus de Lisboa para lá, descer e pegar outro bem rapidinho para seguir para Óbitos de maneira barata e rápida.

    Ruelas lindas, casinhas brancas, arquitetura medieval, lojas charmosas, cafés, a ginginha, o licor tradicional de cereja, vendido nas ruas, essa é a atmosfera de Óbidos e o importante é passear sem pressa e degustar tudo.

    Um dos pontos turísticos mais famosos de Óbidos – palavra que significa cidadela, é o Castelo Medieval que está incluído entre as sete maravilhas de Portugal. É tão antigo que foi reconquistado em 1.148 por reis portugueses. Junto com a muralha é um dos mais preservados da arquitetura antiga de Portugal.

    Uma curiosidade é que vila de Óbidos era parte do dote de várias rainhas. Na metade do século 15 se casaram na igreja da vila os reis primos Afonso V e Isabel, quando tinham entre 8 e 10 anos de idade.

    A porta da Vila é uma entrada e é incrível. Sempre tem um artista cantando ou tocando algo antigo. A cidade é bastante movimentada durante todo o ano por turistas, e tem uma programação de eventos importantes e renomados, como a Feira Medieval, O Festival do Chocolate, Semana Internacional de Piano de Óbidos, o Festival Literário Internacional e a Vila Natal. Programar estar lá num desses eventos é ainda mais especial.

    Uma outra atração é a livraria que é na antiga e linda Igreja de Santiago. Livros em toda a parte e até no altar. Olhe pela janela e veja a vista. A Praça de Santa Maria tem um pelourinho e a Igreja do mesmo nome.  

    As lojinhas vendem todos os tipos de produtos, geralmente artesanais: muita roupa de linho, bordados, itens de alimentação como defumados, queijos e as famosas sardinhas e bacalhaus em latas que parecem um presente, de tão lindas.  Entre os acessórios de adorno destaque para a famosa loja de brincos e pulseiras em filigrana, uma técnica ancestral manual que utiliza fios de ouro ou prata para criar jóias impressionantes.(RosaAguiar)

  • Culturas e Tradições de Ingá e Mogeiro, pertinho de João Pessoa

    Culturas e Tradições de Ingá e Mogeiro, pertinho de João Pessoa

    Nova rota mostra a riqueza na natureza, gastronomia e artesanato   

    A Pedra do Ingá, monumento com inscrições rupestres estudada por pesquisadores do mundo inteiro e ainda um mistério, sempre foi o maior atrativo turístico da região. Ingá está localizada a apenas 105 quilômetros de João Pessoa, e este foi o primeiro monumento rupestre a ser tombado no Brasil, em 1944. É comum turistas visitarem o Parque das Itacoatiaras, na cidade de Ingá, formado pela pedra e Museu de História Natural, com peças originais e réplicas. Depois, retornarem direto para a Capital. Mas isso, em breve, poderá mudar.

    Além da famosa Pedra, uma série de atividades e experiências para os turistas foi estruturada e faz  parte da recém criada Rota Culturas e Tradições, produto do Programa de Roteirização do Sebrae Paraíba, em parceria com o governo do Estado. Atrativos naturais, de cultura e da economia criativa das cidades de Ingá e Mogeiro formam o roteiro proposto pelo Agente de Roteirização Victor Gomes, em parceria com o guia de turismo Carlitos Paraíba  para atrair turistas para vivenciar a cultura, gastronomia e atrativos naturais da região. A estreia da rota foi feita com um grupo de guias de turismo e jornalistas. Eles passaram dois dias conferindo as atrações, cujo foco é o turismo de experiência, aquele que o visitante conhece as comunidades e até participa de suas atividades.

    Em Ingá a dica para o café da manhã é no Memorial do Cuscuz, para saborear o famoso cuscuz de cabeça amarrada e ouvir a história de superação de Dona Lia Mendes, uma agricultora que começou a fazer cuscuz e vender nas ruas para vencer as privações da vida. Depois de uma consultoria do Sebrae, transformou o quintal da casa simples num restaurante todo decorado com chita em homenagem ao cuscuz. “Depois do Sebrae minha vida mudou” diz ela, que recebe todos com  diversos tipos de cuscuz, tapiocas, café e sucos, e o mais importante: muito carinho. A felicidade dela contagia. Grupos grandes precisam agendar.

    (83) 99129-9456 Instagram:  @lia_memorial_do_cuscuz.

    Uma outra experiência, costume dos locais, é ir a feira no pau-de-arara, caminhões adaptados para levar pessoas na carroceria e famosos no Nordeste inteiro. Em Ingá eles fazem parte da tradição e circulam muito. Para o turista é  opcional, mas quem gosta de experimentar, aprovou. O motorista, seu João Faustino, levou a turma até a pousada rural recém inaugurada, o Sítio da Pedra Encantada. São 20 leitos, cozinha regional e uma natureza encantadora, com pomar e horta, animais e muitas trilhas a fazer. Uma grande mesa reúne todos em harmonia para as refeições feitas pela Elizete, uma cozinheira de mão cheia, moradora da fazenda. A noite teve cantoria num lual com fogueira e petiscos que encantou. O proprietário, Wilson Seixas, quer  transformar a área numa Reserva Particular de Patrimônio Natural, e vai fazer reflorestamento. Também já plantou videiras da uva Cabernet Sauvignon e Chadornay e quer oferecer experiências rurais. Ele destaca a importância da comunidade local:  “ O seu Ney tá aqui há 50 anos, então eu acho que valorizar eles é muito importante, e o turismo é uma grande alternativa para um turismo de vivências”, afirmou. Para reservas para o Sítio da Pedra Encantada o telefone é (95) 98125 – 4581 Instagram @sitio_da_pedra_encantada

    Dentro da área da pousada duas trilhas são imperdíveis: a mais leve, para conhecer a Furna do famoso cangaceiro Antônio Silvino é a primeira. Conta a cultura popular que ele se escondia nesta espécie de caverna  quando estava na região. A outra, que exige mais esforço, é feita especialmente no cair da tarde, para ver o por do sol de cima da Pedra Verde, com 500 m de altitude.É sentir a natureza e como somos parte dela.

    Na rota o artesanato é o símbolo da economia criativa, preservando as tradições passadas de mãe para filha e contribuindo na economia.  A tradição da renda de labirinto está presente e vem se renovando através da Associação das Labirinteiras do Distrito de Chã dos Pereira. Sã 22 mulheres que se unem para produzir toalhas de mesas, passadeiras, almofadas, fronhas e estão incluindo o labirinto também em peças do vestuário, com grande sucesso, iniciativa da presidente da Associação, Janaína Alves. Existe uma loja com peças para venda. No Instagram @associacaodacha

    E que tal uma visita a uma queijeira premiada? A produção de queijos da Fazenda Serra Verde não podia faltar no roteiro: é famosa. Eles  produzem cem litros de leite por dia e transformam tudo isso em queijos diversos. A queijeira arrebatou a Medalha de Ouro na categoria Queijo Coalho Tradicional e Medalha de Prata com o Queijo de Manteiga no 2º Concurso de Produtos Lácteos da Paraíba, para orgulho do produtor, Jò Bacalhau. Mas eles produzem queijos maturados  e também temperados. Informações : (83) 9 9118- 1813

    Cidade colada a Ingá, Mogeiro é um charme com seu casario colorido e muito o que ver. Uma visita obrigatória é conhecer a renomada Budega de Seu Antônio, onde tem de tudo, e lugar para uma prosa degustando a cachaça no dentro do côco. A budega está em funcionamento desde os anos de 1950 e mantém seu aspecto original. Outro destaque é o Memorial Casa de Farinha, ambos na Serra do Cabral. Aqui entendemos a importância da mandioca na sobrevivência dos locais diante das grandes secas.

    As crocheteiras de Mogeiro de baixo, a parte histórica da cidade, produzem peças do vestuário e bolsas com muito bom gosto, além de artesanato de madeira  e comidas típicas. A região é grande produtora de camarão, com grandes viveiros  e amendoim. 

    Na Fazenda Vitória uma Casa de Farinha oferece a experiência de fazer  tapiocas e beijus, participando de todo o processo, que vai de descascar a mandioca, triturar, peneirar e fazer o cozimento. Depois, é só provar com um cafezinho. A Casa fica junto a ao restaurante rural, servido com comidas típicas como galinha de capoeira, pirão, farofa dágua e a melhor cabidela do mundo. Pra fechar com chave de cultura e resistência as nossas tradições paraibanas,  a degustação do vinho e licor de Jabuticada, produção da fazenda.  Tem ainda o Centro Cultural São João, espaço amplo onde se pode degustar iguarias típicas,comprar artesanato e ouvir música .

    Ingá e Mogeiro tem muito o que oferecer e vale a pena passar por essas experiências. Todos retornam revigorados com o exemplo das pessoas e a riqueza da Paraíba. Agências de Turismo da Capital e outras regiões do país já estão vendendo o roteiro Culturas e Tradições, entre elas  Andera Turismo (83) 998879-2210,  Famileva Turismo    (83) 99173 8719 e Kelly oliveira  (81) 8133 -6775.  (Rosa Aguiar, especial para A União)

  • No Marrocos, hospede-se  num riad

    No Marrocos, hospede-se num riad

    Casas tradicionais impactam pela arquitetura e beleza

    Em vielas estreitas não se imagina que verdadeiras riquezas se escondem nas cidades do Marrocos, principalmente Marrakech e Fes. Os riads são antigas casas marroquinas cujo principal conceito é não ostentar para os de fora, mas, sim, para quem está dentro, para a família, já que todos moravam juntos. Faz parte da religião deles não ostentar. Sequer há janelas para a rua. Mas não há um só turista que não fique boquiaberto com tanta beleza e refinamento na arquitetura interna. Ficar hospedado neles é um grande diferencial dos hotéis tradicionais.

    Uma atmosfera diferente invade a gente nos riads. Geralmente com dois ou três andares, pátio no meio com piscina, fontes de água, música tranquila, cheiros especiais, flores naturais, arte em mosaico em todos os lugares, tecidos refinados nos sofás, os riads também oferecem massagens marroquinas de diversos tipos e alguns até tratamentos corporais com óleos de argan, um dos produtos típicos do país. Nota-se que há um cuidado em proporcionar bem estar em todos os sentidos: visão, olfato, audição, tato e paladar.

    Os riads estão localizados na medina e, realmente, dá pra se perder ao tentar voltar para eles sozinha. É preciso ajuda. Por serem casas tradicionais antigas,não há elevador, mas apesar disso, se hospedar num riad muda muito a viagem ao Marrocos. Os quartos tem bastante conforto, adaptados com ar condicionado. Todas as janelas dão para o pátio central, que, geralmente, tem uma piscina. Faz parte da cortesia, receber com chá de menta servido quente. É indelicado não aceitar.

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    Na viagem de nove dias ao Marrocos, passando pelas principais cidades como Marrakech, Fes, Casablanca, Rabat e  Chefchaouen a hospedagem era mais um elemento surpresa que encantou a todos. Ficamos hospedados nos riads Chebbi, Tassili Boutique, Paradise Dades, Challa e AlMakan Essa reportagem não é publicidade Fotos e texto: Rosa Aguiar Viajamos com a @agênciaexplorarmarrocos.

    @riad.paradise.dades

    @riad.chebbi

    @riadchalla

    @riadtassilimarrakech @riad_al_makan

  • Dica de passeio: O mundo de Augusto dos Anjos- Sapé, PB

    Dica de passeio: O mundo de Augusto dos Anjos- Sapé, PB

    Memorial, capela e o famoso tamarindo nas terras da família podem ser visitados

    “ Somente a Ingratidão – esta pantera, foi  tua companheira inseparável!”…” Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, mora entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera.”… “A mão que afaga é a mesma que apedreja”. Estas linhas, não nesta ordem, fazem parte do poema Versos Íntimos, lançado em 1912. Imaginem o quanto era inovador e original publicar versos como estes numa época em que dominava a poesia parnasiana. Augusto dos Anjos nasceu no dia 20 de abril de 1884 em Sapé, na zona da mata, cerca de 50 km de João Pessoa, PB. Foi chamado de “poeta da tristeza” e “poeta da morte”.  Morreu em 1914, de pneumonia, com apenas 30 anos, e só deu tempo de lançar um único livro: “Eu”, que o tornou um dos poetas mais importantes do país. (Rosa Aguiar)

    Aderaldo Elias é um apaixonado pela obra de Augusto Documentos originais estão expostos no local

    O mundo de Augusto dos Anjos pode ser visitado e é um dos passeios mais impressionantes dos muitos na Paraíba com seus personagens de companhia. Nas terras do antigo Engenho Pau D`Arco, a casa da ama de leite dele, Guilhermina, é agora o Memorial Augusto do Anjos. Lá a recepção é calorosa, do diretor Aderaldo Elias, profundo conhecedor sobre o poeta. Ele mesmo faz a palestra de boas vindas contando a infância no engenho, a vida e a morte de Augusto. Aderaldo é um exímio conhecedor da vida do poeta e sabe de detalhes interessantes. O Memorial possui objetos da família, documentos, cartas e quadros.

    O famoso tamarindo segue de pé com a sombra do poeta No Memorial com objetos do engenho

    É possível visitar ali perto, e a pé, a linda capela do Bonfim, de 1844,  onde Augusto dos Anjos deve ter sido batizado. Há, colada a ela, a casa grande, mas agora já modernizada, local onde Augusto nasceu e, atrás da capela e da casa grande, o famoso tamarindo, ainda de pé, enorme, viçoso, para onde o poeta criança corria nas suas dores e que adulto o perpetuou no verso  “ Debaixo do Tamarindo” que transcrevo aqui apenas as últimas palavras do poema, publicado em 1912.

    “… Quando pararem todos os relógios de minha vida,

    E a voz dos necrológios gritar que eu morri,

    Voltando a pátria da homogeneidade

    Abraçada com a própria eternidade,

    A minha sombra há de ficar aqui”. (Augusto dos Anjos)

    Serviço: Para visitar o Memorial Augusto dos Anjos vá para a cidade de Sapé e siga pela PB004 para a Usina Santa Helena. Só abre de terça a sexta, das 8 às 12h. No local não há lanchonete nem restaurante O Instagram é @memorialaugustodosanjos Telefone para contato whatsapp 083 9 8799 6932

  • Buenos Aires, mi amor

    Buenos Aires, mi amor

    Dicas para se apaixonar pela capital portenha

    Durante uma época – antes da internet – era comum europeus acharem que a capital do Brasil era Buenos Aires. O Brasil era famoso e Buenos Aires, idem. A capital portenha era chamada de “a Paris da América Latina” E não sem razão. Sabe aquela cidade que você quer sempre voltar? Pois Buenos Aires está nesta lista para mim, e me impacta a cada ida para lá,  por vários motivos.

    A capital da Argentina impressiona, logo de cara, pela arquitetura. Não é um monumento aqui e outro acolá. A cidade tem muita beleza em praças muito bem projetadas, prédios incríveis no estilo art déco, art nouveau, gótico e também construções contemporâneas. Já foi a capital mundial do design. Tudo muito bem cuidado. Imperdível: Jardim Botânico, Jardim Japonês, Casa Rosada e Plaza de Mayo, livraria El Ateneo, Teatro Colón, Museu Nacional de Belas Artes, Ponte A Mulher, Floralis Genérica. Se morar lá, não vai ver tudo o que a cidade oferece.

    Os argentinos ganharam a fama de serem antipáticos. As minhas experiências foram todas boas, mas, o brasileiro, às vezes, não sabe se portar. Achar que nossa informalidade é entendida no mundo é um erro. Em outros países o que deve prevalecer é a educação, regras de comportamento social e, se puder falar o idioma, ou, ao menos souber as palavras mágicas, tudo vai ser divino. Buenos Aires é uma daquelas cidades que tem alma, tem uma atmosfera autêntica, adquirida com vários fatores, além da arquitetura esplêndida, e a sua cultura é apaixonante. Imperdível: show de tango, que pode ser de grande produção, como o melhor, do Senhor Tango, ou bem menores, como do Teatro Piazzola ( que pertence a família do próprio compositor) E neste clima é obrigatório uma visita ao bairro La Boca com almoço no Caminito: a pedida são as suculentas carnes e vinhos locais ao som do bandoneon.

    Buenos Aires tem hotéis para todos os gostos e bolsos. Eu sempre fiquei no centro, no Grand King, pertinho da rua Florida, o comércio raiz de lá e estratégico para locomoção. São onde estão os melhores preços com conforto. (Meu sonho é o histórico Alvear, na Recoleta). Para se locomover minha dica é usar os taxis: barato e os taxistas mais cultos que já vi. Faça um city tour numa agência. Passam por todos os bairros importantes e pontos com informações super interessantes contadas pelo guia.

    Em Buenos Aires a gastronomia é excelente, tanto em lugares sofisticados quanto simples. Os vinhos, idem. Os cafés são outra identidade do portenho, e alguns são bem antigos, como tradicional Café Tortoni, de 1858, frequentado pelos intelectuais e nomes como Carlos Gardel, Garcia Lorca, Jorge Luís Borges e até Einstein. Há muito o que fazer: visitar o Mercado de San Telmo e ficar por lá gastando tempo, tem a galeria s Pacífico, e passeios para fazer que não acabam, como o Delta do Tigre e até uma ida de ferryboat a Colônia del Sacramento, no Uruguai.

    E fique de olho na programação de shows porque Buenos Aires é roteiro das grandes turnês de artistas mundiais. Vi lá o show de Roger Waters. Use as agencias de turismo para comprar passeios, trocar dinheiro, dar dicas. Vale a pena. Usei a Globaires, com o guia Rhuan, que é paraibano.

  • Novo roteiro propõe experiência pelo Rio Paraíba

    Novo roteiro propõe experiência pelo Rio Paraíba

    E faz visita comunidades a bordo de barco de trabalhadores da maré

    O turismo pode ser vivenciado de diversas maneiras, e há quem prefira uma experiência mais autêntica, com interação com a cultura e a comunidade local. Um novo roteiro turístico proposto pelo Sebrae, através do Programa de Agentes de Roteiros Turísticos. Intitulado “Encantos do Rio Paraíba” propõe uma imersão em lugares nativos e interação com as paisagens e a cultura local. A saída do passeio, que pode durar uma manhã ou uma tarde, acontece num píer na Praia do Jacaré, onde se pega um barco com capacidade para 19 pessoas. Os condutores fazem parte da Cooperativa  Barqueiros da Maré, que já fazem o trajeto da Ribeira, em Santa Rita, para Cabedelo, trazendo e levando moradores que trabalham na cidade portuária.

    Várias paradas em lugares encantadores fazem parte do passeio, entre elas, nas croas – bancos de areia que se formam com a baixa da maré. Ali, na croa da Ribeira, que faz parte de Santa Rita, mulheres ganham o sustento como catadoras de mariscos. A interação para um bate papo é fundamental, dentro da proposta. Em outra parada, o objetivo era o banho no rio Paraíba, na Prainha, da Ilha da Restinga. O roteiro também vai para Forte Velho, onde almoçamos no restaurante Paraíso. Eles possuem um vasto cardápio de tem o restaurante Paraiso, que serve quase tudo, famosos pelos ensopados de ostra, siri, camarão. O local tem redes debaixo de coqueiros, e a natureza é mesmo do que imaginamos um paraíso.

    O grupo de Coco de Roda Almirante do Atalaia de Forte Velho, que existe há mais de cem anos e é comandado pelo Mestre Naelson,  fez uma apresentação para todos. Eles distribuem saias para quem quer participar da dança. O novo roteiro, que quer incluir os ribeirinhos de Cabedelo e Santa Rita no turismo, é apoiado pelo  Fórum de Turismo Sustentável  Rota Sanhauá. É possível agendar o passeio através da Agencia Criativa ou através dos barqueiros. Vale a pena a experiência. (Texto e fotos:Rosa Aguiar)

    Serviço:

    Criativa Turismo

    Instagram: @criativaturismopb

    Telefone (83) 98221-8191

    A Associação Barqueiros da Maré

    Edimar:(83) 98128-1192

    Josinaldo: (83) 99333 9394

  • Dica de Buenos Aires: a cantina Broccolino

    Dica de Buenos Aires: a cantina Broccolino

    Tradição e sabor no centro da capital portenha

    Se você gosta de simplicidade e muito valor agregado, vai aplaudir essa dica: é o restaurante Broccolino, no centro de Buenos Aires, na rua Esmeralda, 776. Com paredes verdes e mesas forradas com toalhas de xadrez vermelhas, é tão tradicional que parece cenário do filme O Poderoso Chefão. Fundado pela família Trio em 1985, ganhou esse nome em homenagem aos imigrantes italianos que se instalaram no Brooklyn, em Nova Iorque. O forte da casa são as massas frescas e um cardápio bem grande, com destaque para os frutos do mar, carnes e molhos incríveis. A carta de vinhos é enxuta mas interessante, com rótulos das vinícolas Catena Zapata, Zuccardi, Norton, Terrazas.

    O Broccolino foi, sem medo de errar, o restaurante de comida italiana mais saborosa que já provei. Pedimos espaguete com funghi e talharim negro com frutos do mar. Inesquecíveis. Depois descobri com o simpático maitre Pablo Medeiros – que chegou logo dizendo que tinha morado no Rio de Janeiro – que o Broccolino era famoso: o produtor dos Rolling  Stones esteve lá e convidou o  chef para cozinhar para a banda durante a turnê em Buenos Aires, em 1995. Uma foto no restaurante mostra  outra celebridade: Anthony Quinn numa mesa. Pablo conta que ele disse que só autorizava fotos se aprovasse a comida. Diego Maradona também era fã do Broccolino e o cantor Ed Mota.

    A dica do Broccolino foi de Lucas, meu filho, que aprecia autenticidade e tradição. Não teve espaço para a sobremesa, mas as opções são igualmente famosas, entre elas o Tiramissu e o sorvete de frutas vermelhas. Para finalizar com chave de outo, um limoncello para brindar tudo isso. ( Este texto não é publicidade paga e nem houve parceria)

  • Lajedo do Marinho, no cariri da Paraíba: viva essa experiência

    Lajedo do Marinho, no cariri da Paraíba: viva essa experiência

    Dormir em barracas e ganhar o céu

    O turismo de experiência já é uma realidade em muitos lugares. Nem sempre o turista quer somente paisagens bonitas e aquele cartão postal famoso para a foto. Com a pandemia do Covid e o confinamento obrigatório, a busca por turismo de experiência está mais intensa. São turistas que querem conhecer a realidade do lugar, interagir com os locais, provar a comida típica, e, em alguns casos, até vivenciar o trabalho e o dia da dia da comunidade. Esse turismo já é comum em comunidades de vários países, mas, algo relativamente novo no nosso país. E não é preciso ir  longe para ter uma vivência desse tipo, que não te dará o glamour de um hotel estrelado, mas pode te dar as estrelas no céu.

    Foto

    E a Paraíba é um berço de lugares para experiências incríveis. Estive no Lajedo do Marinho, no distrito do Marinho, no município de Boqueirão, no cariri, distante cerca de 170 quilômetros de João Pessoa. Uma comunidade que recebeu orientação do Sebrae e que aprendeu a promover experiências inesquecíveis para os visitantes. Fui ver o eclipse do lajedo, que é formado por um conjunto de pedras enormes. Mas não faltam atividades.

    Lá tem trilhas para observação da belíssima e exótica natureza, para ver pedras com inscrições rupestres, visita a associação das famosas Crocheteiras do Marinho, uma ida a loja de queijos artesanais e mel produzidos pelos moradores. E ainda dormir numa barraca de camping, participar de um lual, ouvir música, ficar em torno da fogueira.

    Deitar a céu aberto e ver as estrelas e perceber que você é um ponto no universo. De manhã, tomar um super café completo de delícias locais debaixo de um pé de umbu, deitar nas redes, e suspirar a espera do almoço.

    Maiores informações:

    Checa o Instagram @lajedo_do_marinho e para agendar tudo isso pode ser com Nadilson (83) – 9 9125 – 9210, ou Edriano (83) 9 9979-2308

  • Rota dos Milagres: experiências exclusivas no litoral norte de Alagoas

    Rota dos Milagres: experiências exclusivas no litoral norte de Alagoas

    São três municípios com dez praias exuberantes

    A Rota Ecológica dos Milagres, entre as fozes dos rios Manguaba e Camaragibe, no litoral norte de Alagoas, vem atraindo cada vez mais visitantes de dentro e de fora do Brasil. O destino inclui os municípios de Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres e Passo de Camaragibe, englobando dez praias. A rota faz parte da Costa dos Corais, onde está a segunda maior barreira de corais do mundo. E é justamente o mergulho nas piscinas naturais incrustadas nos arrecifes alagoanos um dos principais atrativos. Há piscinas naturais nas praias do Patacho, São Miguel dos Milagres, do Toque e Porto da Rua, que têm como vantagem a proximidade da praia, o que amplia a estadia na região dos corais por um período de até três horas.

    Ecossistemas como manguezais, cultivo de ostras e passeios de jangada ao Santuário do Peixe-Boi, localizado no Rio Tatuamunha, visita à Associação Peixe-Boi, nos municípios de Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres são uma experiência a parte conhecendo um pouco mais sobre a história do animal e do local em que ele habita.

    Igrejas antigas estão na rota, como a de Nossa Senhora Mãe do Povo, dos séculos XVII e XVIII, Igreja de Santo Antônio e a Capela dos Milagres, muito procurada para casamentos de famosos e anônimos. O Farol de Porto de Pedras, construído em 1933 e ainda em operação, é outra atração histórica. O equipamento está localizado numa espécie de mirante, a 90 metros do nível do mar, proporcionando um belíssimo cenário para fotos.

    O artesanato local é rico e variado. Tem o atelier Artesana, em Passo de Camaragibe, formado por mulheres, e na Rua do Artesanato, no povoado de Tatuamunha, em Porto de Pedras, as opções são muitas, com peças feitas de palha, madeira, fibra de coqueiro, bananeira e ouricuri, além de bordados richelieu e filé. O grupo Catolé produz máscaras de Bobos, tradição folclórica e carnavalesca da região. Tem ainda passeio pelos manguezais, com demonstração da captura manual de caranguejos e visita a uma autêntica casa de farinha, construção bioecológica em taipa, entre outras vivências.

    Hotéis integrados com a natureza

    Hospedagem – Os três municípios do roteiro oferecem uma série de opções de hospedagem e alimentação. De casas e chalés em condomínios fechados a pousadas boutique e hotéis de luxo, todos oferecem experiências únicas de hospedagem. A Pousada Zai Patacho fica na Praia do Patacho, no município de Porto de Pedras. Tem piscina privativa no jardim privativo ou rooftop individual. Por ser uma pousada “pé na areia”, tem serviço de bar na praia. O restaurante é assinado pelo chef  Wanderson Medeiros, com sabores regionais com sofisticação. Site: www.zaipatacho.com.br Instagram: @zaipatacho

    Paru Boutique Hotel está na Praia do Marceneiro, no município de Passo de Camaragibe.  É voltado ao público que procura exclusividade e privacidade. São bangalôs e suítes, que podem ser a beira-mar com piscina privativa ou com piscina e rooftop. São oferecidos serviços privativos, como yoga,spa, chá da tarde e jantar romântico. Restaurante com  cardápio assinado pelo chef Jonatas Moreira.  www.paruhotel.com.br Instagram: @paruhotel

    Rua do Artesanato

    E a última dica é a Vila Chuá, na Praia do Marceneiro. É perfeita para quem vai com a família ou grupo de amigos. As casas Sapê, Cocar e Sisal possuem, cada uma, cinco suítes (sendo duas com vista pro mar e três voltadas para as laterais), cozinha equipada, adega climatizada, cervejeira, e estrutura individual com piscina e gazebo com churrasqueira e bancada de apoio; além de ser pé na área. Instagram: @vila_chua

    A Casa Coral está em São Miguel dos Milagres e tem 5 suítes, acomodando até 15 hóspedes confortavelmente. Tem serviço de cozinheira, camareira e apoio de praia. As piscinas ficam na frente da casa, de frente pro mar e ao lado de um redário e de gazebo com churrasqueira. Instagram: @casacoral_milagres

  • Conheça a Casa de Câmara Cascudo, em Natal

    Conheça a Casa de Câmara Cascudo, em Natal

    O grande folclorista do Brasil

    Um dos maiores historiadores, sociólogos antropólogos e o maior folclorista do Brasil, Luís da Câmara Cascudo, autor de livros como Tradição, Ciência do povo, Civilização e Cultura, Dicionário do Folclore Brasileiro, História da Alimentação no Brasil, Vaqueiros e Cantadores, Literatura Oral no Brasil, Prelúdio da Cachaça, entre outros, Câmara Cascudo é reconhecido como um dos pilares da construção da identidade nacional. Ele nasceu e viveu em Natal, no Rio Grande do Norte, e nossa dica de passeio é visitar o famoso chalé onde ele morou até sua morte, em 1986. O endereço, na rua Câmara Cascudo, 377, na Cidade Alta, era famoso por ser frequentado pela nata da cultura do país. A casa é tombada e hoje é um museu e sede do Instituto Câmara Cascudo www.cascudo.org.br Nas paredes da biblioteca, chamada por ele de Babilônia, e onde Cascudo recebia os amigos, estão assinaturas de nomes como Gilberto Freyre, Ari Barroso, Juscelino Kubischek, Assis Chateaubriand. Dizem que o próprio Cascudo pedia para os ilustres visitantes assinarem. A partir do dia 10 de janeiro de 2023, o museu casa funcionará de segunda a sexta, das 9 às 17h, com ingressos a R$10 e R$5.

    Objetos pessoais de Câmara Cascudo no Museu-casa

    Para quem gosta de cultura, do passado e de saber mais sobre os grandes nomes pensadores do Brasil, a visita à casa de Câmara Cascudo é um programa encantador. A sensação, ao entrar, é de que ela está como ele a deixou: objetos pessoais, seu famoso óculos, muitas fotografias. Há peças de arte africanas, de suas viagens pelo Congo, Moçambique e Angola. Arte indígena brasileira, arte sacra, arte popular, presentes ganhados ao longo da vida, condecorações e comendas de Portugal, França e Itália. Louças utilizadas pela família, móveis antigos mantidos com muito cuidado.  

    Para conhecer a cultura do Brasil tem que ler Câmara Cascudo

    A casa é sede do Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, criado pela filha Ana Maria Cascudo Barreto, e que tem o objetivo de preservar, divulgar e gerir o patrimônio cultural de Câmara Cascudo. É uma instituição privada que mantém atividades culturais ligadas a seu patrono. O Instituto disponibiliza o acervo para pesquisadores e estudiosos com reservas feitas no email contato@cascudo.org.br. No final da visita encontramos uma loja para a venda das obras de Câmara Cascudo, algumas reeditadas recentemente: comprei Antologia da Alimentação no Brasil, reunidos por Cascudo, e que apresenta artigos interessantíssimos de nomes como Henry Koster – sobre as refeições no nordeste, escrito em 1812, Euclides da Cunha, sobre o umbuzeiro, Vinícius de Morais, sobre a feijoada, entre tantos outros e dele próprio.

    Obra espetacular que reúne artigos de Cascudo e outros autores sobre a alimentação em diversas épocas

    Na loja tem ainda livros e estudos de outros autores relacionados a obra de Cascudo, além de cordéis, objetos e lembrancinhas com a marca do Instituto. No Instagram @institutocascudo whatsapp (84) 9 8827-3866